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quarta-feira, 1 de junho de 2016

The Strokes - EP Future Present Past (2016)


Vamos hoje de música pessoal, e venho com uma boa não, uma ótima notícia para os fãs de rock e acima de tudo da boa música, abanda americana The Strokes acabou de liberar no último dia 29 o EP "Future Present Past" com quatro músicas inéditas para ser ouvida gratuitamente via streaming e claro, consequentemente  que na mesma hora já estava disponível para download em outras mídias.
Desde 2013 quando lançou o muito bom "Comedown Machine" a banda não lançava material inédito e seus integrantes andavam envolvidos em projetos paralelos, como o vocalista Julian Casablancas que entre outras tocou no Festival Lollapalloza 2014 e o guitarrista Albert Hommond Jr. que tocou no mesmo festival mas em janeiro deste ano e chegou a dizer que a banda não se reuniria mais em 2016. Bem não é mesmo uma volta da banda mas, já é algo que agrada as fãs e amantes da boa música tão rara hoje em dia de se encontrar.
A banda que se formou em 1998 em Nova Iorque se consolidou no cenário musical mundial em 2001 ao lançar o ótimo "Is This It", com um som que viajava no garage, indie, punk e algumas pitadas de eletrônico, a banda claramente bebeu da fonte do Joy Division (Ian Curtis foda!!!!!). No mediano "Angles" de 2011 vemos a maior influência do eletrônico na banda que também vemos nesse EP liberado esses dias, fruto talvez também das investidas de J. Casablancas no estilo onde chegou em 2013 a grava com o Daft Punk (a melhor banda do estilo na atualidade) uma faixa no ótimo disco "Random Access Memories".
Como já disse antes neste EP a banda buscou mais seu lado eletrônico mas sem deixar de lado suas origens e enxergamos muito bem a guitarra trabalhada de Hommond Jr., com as ótimas bases de N. Valensi, o baixo marcante de N. Fraiture e a bateria registrada do brasileiro F. Moretti; o vocal, bem, o vocal é sempre uma coisa a parte e inconfundível de J. Casablancas. As duas primeiras faixas "Drag Queen" e "OBLIVIOUS" ficam mais marcadas por essa pegada eletrônica mais não deixa de sem Strokes e sua marca registrada que sempre misturou muito bem esses estilos e faz isso como poucos na música atual e onde a última faixa citada acima volta a aparecer no EP mas dessa vez remixada pelo brasileiro Moretti. A melhor faixa é sem dúvida a sensacional com mais pura cara da banda nua e crua "Threat of Joy" que certamente já é figura carimbada entre os hits da banda, essa música mostra claramente a banda usando e abusando de suas influências e talentos. The Strokes não é uma banda para qualquer um, isso é fato. Um "crítico", Régis Tadeu uma certa vez detonou a banda em sua coluna no também péssimo site Yahoo, só que pra quem não sabe esse cara é um grande idiota e outra, que vai valorizar e dar ouvidos a um cara que vai julgar calouro de terceira em programa de auditório do SBT e Record?!
Sem dúvida The Strokes é uma das poucas bandas de talento e personalidade hoje em dia que influenciou sim toda uma geração de bandas que viriam a seguir nos anos 2000, e sua mostra muito superior a bandas como Arctic Monkeys, The Libertines e Franz Ferdinand que também são muito boas. Você pode até estranhar nesse EP de primeira mais ouça calmamente e entre no clima a ultima faixa vai te pegar, isso é certeza e o resto será naturalmente.
Você pode ouvir o disco na íntegra clicando aqui e vê um vídeo também divulgado essa semana com uma entrevista, coisa que a banda não fazia a 10 anos! Ative as legendas no vídeo.




sexta-feira, 13 de maio de 2016

Filme Rua Cloverfield 10 - Crítica


Olha eu aqui novamente. Agora vou de filme e já vou deixando claro que é minha opinião, não fico me baseado em opinião de críticos ou sites especializados e muito menos em “críticos de internet” que tá cheio por aí (dessa turma da qual faço parte, rsrsrsrsrsrs)!
Rua Cloverfield 10 pegou todo mundo de surpresa, ninguém esperava o filme e pouco ou quase nada se sabia dessa continuação do ótimo filme “Cloverfield – Monstro (2008)” um filme feito com atores desconhecidos e no estilo found footage (estilo de gravação de filme feito com câmera na mão como se fosse eventos reais), que sinceramente não gosto, toda a “tremedeira” da câmera e imagens desfocadas me deixa bastante incomodado, talvez os únicos filmes nesse estilo que gosto é justamente Cloverfield – Monstro e A Bruxa de Blair (1999) que foi quem deu uma alavancada no estilo. O filme de 2008 foi uma boa sacada e bem interessante pois pouco se sabia o que estava acontecendo, que monstro era esse, de onde veio, como combater ele, a tensão e suspense no filme era constante e agradou.
Então estamos em 2016, e com produção de J. J. Abrams que vive colocando seu nome em tudo que é filme e em algumas séries sempre como produtor mas só pra levantar dinheiro e publicidade porque vamos ser sinceros ele pouco se envolveu no filme, vive mais preocupado em ganhar milhões em outras franquias. Saiu o trailer na velocidade da luz e logo em seguida o filme é lançado e a crítica especializada cai em cima rasgando elogios, dizendo que é a melhor surpresa do ano, que o suspense e tensão é algo impressionante, é eletrizante e blá blá blá..... pra mim mesmo não!
Tudo começa quando uma jovem sofre um acidente de carro e quando acorda está presa dentro de um bunker onde um homem diz ter a salva de um ataque químico e que o ar lá fora está contaminado e eles junto com outro homem tem que ficar ali por um certo tempo para sobreviverem sem ninguém poder sair.
Coisa boa no filme? Essa cena e só!
O filme até começa bem com um ar hithcoquiano e claramente vemos que o jovem diretor Dan Trachtenberg em seu longa de estreia bebeu direto da fonte do mestre do suspense. O jogo de suspense começa, pois a mulher não acredita tanto assim nessa história e procura meios de sair do bunker. A tensão funciona uma vez única, quando em um jogo, onde os três participam, o dono do bunker faz perguntas ao outro e parece mesmo que ele desconfia de algo e a mulher que responde onde no fundo era tudo parte do jogo e só isso. As coisas no filme acontecem muito rápido e isso é bom mas, a mulher ela descobre e faz as coisas muito rápidas como se já soubesse de tudo e isso é confuso; é como se ela fosse uma mistura de McGyver com James Bond, basta ver a roupa que ela cria pra poder fugir do bunker ou quando ela rouba a chave do dono. John Goodman é um ator fantástico e se destaca, ainda mais como o filme que vender que monstros se revelam de várias formas e ele aparece muito bem dessa forma. O terceiro e último ato do filme é a cereja, mas, a cereja podre do filme! Quando todos pensamos é agora que o bicho pega - e ele até mostra a cara - temos uma cena ridícula de ação e suspense onde a decepção é grande com um grand finale à la Vingadores (2012), que bosta de final! Como, mas como um monstro daquele "porte" e acontece aquilo! Que porcaria, o pessoal do roteiro ou o diretor comeu, bebeu ou fumou o que??!! É um final decepcionante para um filme que tinha tudo pra figurar na minha humilde lista dos melhores do ano mas, infelizmente não vai dar.
Resumindo, acho que eu sou uma das poucas pessoas que não gostaram do filme, dos sites especializados 4 e 5 estrelas foram muitas, apenas a Veja e Omelete deram 3 mas, mesmo assim consideraram o filme bom. Mas vou dizer e é só prestar atenção quem for ver ou quem já viu, o filme se resume em três partes: começo de Hitchcock; meio de McGyver e final de Vingadores! Cabe a você tirar sua própria conclusão.

Trailer legendado:




EU SOU BERGUINHO E AQUI FICA A MINHA REVOLTA!!

terça-feira, 10 de maio de 2016

Game Of Thrones - Temporada 6



Aqui de volta depois de algum tempo, e essa demora toda por dois motivos: falta de tempo e preguiça! Mas vamos lá.
GoT sem dúvida é desde o fim de Breaking Bad a melhor série da TV, toda a produção, direção e detalhes técnicos que todos já sabem e a “doidera” dos fãs na internet, sejam eles os que já leram os livros ou os que não, como esse aqui que escreve. Sempre fica aquele tipo de coisa de que os livros são melhores, ah no livro é assim, ah prefiro os livros e blá blá blá.... mas, temos que entender que livro é uma coisa Tv ou cinema é outra, o ritmo é diferente é tem e deve haver mudanças na trama; e GoT chegou em um ponto na trama em que já está quase que totalmente desprendida dos livros apesar de uma coisa aqui ou outra ali mas, quase que 100% sem ligações com os livros já que o R. R. Martin vive mais preocupado com outras coisas que ninguém sabe o que e faz uns 4 anos que não acaba a saga escrita. Então tome teoria na internet onde umas até que vai tem alguma lógica mas outras nem de perto ou de longe mesmo como queira entender.
Ele voltou! Ele voltou!
Essa temporada pra mim tem tudo pra ser se não a melhor até agora ou no mínimo uma das melhores, todo o suspense envolvendo Jon Snow foi logo revelado, apesar de achar que foi uma coisa muito rápida mas TV é assim e tinha que ser assim, igual o andar da situação de Arya Stark ao contrária da Daenerys Targaryen que anda bem desinteressante e sem nenhum apego por parte do público mas como sabemos que GoT é assim é esperar e ver.
Claramente vemos até agora nessa temporada a história caminhando pra dois lados, duas batalhas opostas, Jon x Ramsey e a Coroa ou os Lannister’s x “Os Pardais da Fé”, isso provavelmente bem mais um pouco a frente lá pelo 7º ou 8º episódio. É bastardo contra bastardo que pode render bem provavelmente a morte de Ramsey o vilão que mais se costumou amar e odiar nas últimas duas temporadas e o grande embate envolvendo o fanatismo religioso.
GoT sempre foi uma trama política para ver quem chegava ao tão desejado Trono de Ferro, brigas nos bastidores, traições, corrupção, prostituição, gastos com dinheiro da coroa sem limite, mortes e fanatismo! Isso faz você que está lendo agora lembrar de que? De onde? Pois é meus amigos é uma intriga bem próxima da realidade nossa que vivemos, tirando as mortes de políticos que não vemos mais com tanta frequência no país o restante tá aí bem na cara de todos. A questão da Coroa contra os “Pardais da Fé” nos faz lembrar a atual situação do Brasil onde política e religião mais do que nunca estão envolvidos, onde líderes religiosos querem ditar as regras para uma sociedade e na política dando as cartas e querendo ser os maiores formadores de opinião de uma sociedade alienada, sem decisões próprias e onde quem chegar primeiro e falar apenas o que os outros querem ouvir ganha a confiança de alguns. Longe desse aqui que escreve, que tenho minha fé e religião e respeito a de todos.
Sim, voltando a GoT, a alienação e “lavagem cerebral” é tão grande na série que vemos um Rei submisso a um Alto Septão, uma espécie de guru, pastor ou o quer que seja; um Rei que viu sua mãe sendo humilhada e presa e agora ver sua própria Rainha no mesmo caminho. O Rei Tommen sem dúvida até agora e tudo indica que continuará é o Rei mais meia boca e frágil que já passou pelo Trono de Ferro e com certeza veremos a aliança dos Lannister com os Tyrell para combater os “Pardais”.
E tome fanatismo religioso!
Agora é esperar os próximos episódios e vê o caminho que Jon Snow irá traçar e qual sua verdadeira origem; Arya e Bran Stark; o que acontecerá com a Mãe dos Dragões e outros personagens mais ou menos relevantes que sempre dão a cara pra algo interessante e as passagens na Ilha de Ferro e Dorme o que acontecerá nesses lugares depois dos acontecimentos do episódio 2. GoT caminha para seu final como já foi dito pelos produtores que estão terminando o ato final e essa provavelmente será a penúltima temporada que deixará boas pontas soltas para serem amarradas no próximo ano.

EU SOU BERGUINHO FREITAS E AQUI NÃO FICA A MINHA REVOLTA!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A volta de Arquivo X


É pessoal ela voltou e voltou com tudo! Uma das séries mais sensacionais já feitas voltou pra sua 10ª temporada trazendo os melhores agentes do FBI em casos sobrenaturais, conspirações e claro extraterrestres, mesmo depois dos esclarecimentos no final da série em 2002 aqui temos conspirações talvez maiores ainda.
Falar de Arquivo X é voltar no tempo, é dizer: “putz nesse tempo era assim...”, bateu a nostalgia, bateu a emoção, as coisas continuam na série da abertura sensacional e ainda a mesma que lembra claramente os anos 90 mostrando as identificações dos agentes e a trilha sonora que dispensa comentários e que virou sinônimo de aparições e reportagens sobre OVNIS, Et’s e qualquer coisa relacionado ao tema. Durante os episódios a trilha sonora leve e sombria dá o toque para um Fox Mulder na busca de novas respostas e com o mesmo senso de humor e uma Dana Scully mesmo depois dos acontecimentos meia cética, W. Skinner continua como diretor do FBI e é um personagem crucial para a série, um equilíbrio.
Mesmo com o retorno em formato de minissérie (são apenas 6 episódios nessa temporada) ela mantém o ritmo e o pique, os suspenses, os casos sobrenaturais e envolvendo conspirações que ligam governo a extraterrestres estão aqui o que nos fica bem mostrado logo no primeiro episódio onde muita coisa é explicada, só achei bem canastrão o personagem T. O’Malley que tá mais pra Michel Teló do que apresentador que pode divulgar arquivos comprometedores sobre o governo. No final aparece um que pensávamos que havia morrido, vejam e tirem suas conclusões.
Serão episódios que parecem não estar conectados diretamente mas a série sempre foi assim pra chegar ao final e mostrar as ligações com essa temporada não vai ser diferente, é uma criação de primeira linha que ganhou o status de melhor estreia ou reestreia do ano, o tempo chegou e é implacável basta vê as rugas no rosto de D. Duchovny mas, já pra G. Anderson parece que fez foi melhor onde também vemos que a atriz ainda guarda vestígios do seu papel em Hannibal (basta vê a maneira que ela fala) mas, isso é besteira.
Torço pra que a série continue pelo mesmo mais unas 5 temporadas, mantendo o pique e que também não exagere pra depois se perder o que quase aconteceu em meados pra o final da série. A série é muito longa (disponível também na Netflix) e o pessoal do site Omelete fez um guia bem bacana com momentos cruciais da série pra você não se perder se for começar já nessa 10ª, o guia você vê clicando aqui.
A verdade está lá fora e eu quero acreditar, e você?

Vejam aqui o trailer:




EU SOU BERGUINHO E AQUI NÃO FICA A MINHA REVOLTA!!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Os 10 Mandamentos - O Filme


Pois é criei coragem pra vê essa bomba, essa coisa que tem a palavra filme no título mas, que de filme e de cinema não tem nada! Novela, TV é uma coisa quando se pega uma produção pra lançar na grande tela a coisa muda e não funciona tão fácil assim.
O maior sucesso televisivo da Record nos últimos anos tem lá seus méritos na TV, uma novela que se estendeu por mais de 170 capítulos, gastaram muita grana pra produção, elenco, gravações e deu IBOPE, fez barulho porque fez o contrário da sua rival Globo que vai sempre na mesmice de suas tramas envolvendo romances e ultimamente tem sido consideradas novelas não de família e Os 10 Mandamentos pregava isso “a novela da família brasileira”, tudo propaganda pra dar IBOPE mas, TV é isso.
O problema do filme é que se resumir uma novela que deu mais ou menos unas 300 horas de duração na TV e passar isso pra o cinema em 2 horas é impossível e aí começam os erros. Primeiro na edição, a correria é visivelmente grande o entra e sai em cenas e os cortes absurdos e de você ficar se perguntando: “oxi mas ele não tava ali?”! A direção e produção são de TV e vemos claramente isso nos cenários e as interpretações, bem, aqui é que tá a pior coisa de tudo. Interpretar não é fácil, cinema não é fácil e as caras, os jeitos e falas dos personagens são muito fracos sendo dignos de Framboesa de Ouro, se pra a própria TV não cai tão bem imaginem no cinema?!
O filme bateu recorde de vendas de ingressos com mais de 2 milhões de vendas; só em Recife um homem sozinho ligado a Igreja Universal comprou 20 mil ingressos e gastou R$ 220 mil, as vendas aconteceram mais o público não foi tão em peso aos cinemas, pra se entender isso é só lembrar que a Universal e Record se misturam e todos sabemos o porquê, essa “parceria” é feita pra bater de frente a Globo e dinheiro eles tem, a grande maioria vai pelo fanatismo religioso e impulsionados pela igreja a comprar ingresso independente se vão ao cinema ou não, apenas pra se quebrar recordes, podem perguntar ou pesquisar em qualquer lugar ou crítico de cinema que a resposta é a mesma o filme é ruim, mas a maioria do público e sobretudo os seguidores da Universal que vão pra onde seus chefes apontam vão dizer que é bom e gastar, como os 200 mil com ingresso ao invés de ajudar quem necessita.
Vale pela ideia que quebrar a mesmice de filmes comédia com cara de Globo (que também são outros lixos) ou “filmes-favela”, mas, que é ruim isso é, um conhecido meu de um site de Maceió falou que ele não pode ser considerado nem na lista dos piores, eu acho que mesmo estando em Fevereiro eu já sei qual o pior filme do ano, e vocês o que dizem?
Trailer do filme:


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Filme O Regresso

Foi ontem a estreia do filme mas, graças a uma coisa chamada internet o filme já tá online desde o começo do ano e já faz uns 15 dias que vi e como ele vai estrear esses dias aqui vai minha opinião. Provavelmente e espero eu que devido a o filme já tá online a um certo tempo não vá interferir nas bilheterias no Brasil.
O filme do premiado diretor mexicano Alejandro Iñárritu vencedor do Oscar ano passado com o regular Birdman, traz a história real de Hugh Glass um explorador americano que em meados do século XIX fez parte de um grupo de caçadores que trabalhavam com comércio de peles de ursos perto do Rio Missouri e depois de ser atacado por um urso e mesmo assim ainda sobreviver depois foi deixado pra morrer por um de seus companheiros de trabalho, ao sobreviver ao ataque do urso, a ser deixado pra morrer de fome e frio e ainda sim sobreviver ele vai em busca de vingança. Por si só a história já prende qualquer um mas, o filme não é só isso.
Leonardo Di Caprio ganha o filme no papel de Glass, nessa que é talvez sua maior interpretação no cinema e dificilmente ele perderá o Oscar esse ano, ele vem vencendo em todas as premiações do ano que deve e tem que ser coroado com o tão esperado Oscar. Ele sofre, ele fala pouco sim é verdade mas, as expressões e o jeito como ele leva o personagem é sensacional até fígado de boi cru ele comeu mesmo sendo vegetariano pra poder demostrar a mais pura realidade no filme. Em busca de vingança ele vai atrás do personagem de Tom Hardy que também faz um bom papel como coadjuvante e recebeu uma indicação ao Oscar por isso. A fotografia do filme é ousada e foi feita usando a penas luz natural, uma boa ideia em tempos de tecnologia exagerada no cinema. E a direção, bem essa sempre é uma coisa a parte do diretor Iñárritu que continua usando os planos sequenciais só que menores aqui; bem eu acho legal e é muito bem feito só que as vezes fica cansativo e chato esses planos mas, como ele saiu vencedor ano passado assim continuou.
Tom Hardy.
No geral o filme é muito bem feito e merece ser visto, as interpretações valem por si só, a maquiagem, figurino e efeitos são muito bons até por isso o filme recebeu 12 indicações ao Oscar; as vezes a história beira a mais pura ficção e psicodelismo onde ao mesmo tempo mostra a realidade nua e crua, sentimentos como vingança, raiva, amor, situações de dor e sofrimento isso tudo você verá aqui. Creio que o filem será o maior vencedor na noite do Oscar no próximo dia 28 onde tudo indica a vitória de Di Caprio como ator mas, não acho que o filme vença na categoria melhor filme onde eu daria o prêmio pra Mad Max que também não vai vencer, com certeza o prêmio ficara em mãos mais tradicionais mas isso é pra outra postagem.
Vejam aqui o trailer legendado:


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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

02 DE FEVEREIRO DIA DE LUTO NA MÚSICA - MORTES DE S. VICIOUS E C. SCIENCE

Hoje é um dia de luto não só no rock n’ roll mas, na música como um todo, exatamente no mesmo dia (mas com diferença de anos claro) morreram dois ícones, dois nomes eternos na música e cultura pop John Simon Ritchie-Beverly também conhecido como Sid Vicious e Francisco de Assis França o nosso Chico Science, o primeiro baixista da banda punk inglesa Sex Pistols e o outro líder da também revolucionária Nação Zumbi de Pernambuco.
Sid Vicious tinha uma vida louca em uma Londres que estava explodindo no Punk, com a revolução do “Do it yourself” (faça você mesmo) onde a musicalidade pouco importava o que procuravam mesmo era a revolução através de letras ácidas contra todo o sistema e atitudes nunca vistas antes. Era uma vida regada a álcool e drogas chegando muitas vezes a não poder tocar e nem gravar devido a seu estado, vivia em uma loucura intensa e por essas e outras a banda não durou muito e ele se mudou pra Nova Iorque. Sempre foi um “meninão” não levava as coisas a sério e depois da saída da banda ainda tentou carreira solo e fez uma famosa versão da música My Way de Paul Anka mas as coisas são foram tão bem. Vivia com sua namorada Nancy, os dois brigavam muito, e viviam trancados em seu quarto em um hotel se drogando e em outubro de 1978 ela foi encontrada morta com uma facada, o crime aponta pra várias versões onde nem Sid mesmo sabia o que houve de tão drogado que estava ele foi preso e depois com o pagamento da fiança liberado, rendeu um filme "Sid & Nancy - O Amor Mata de 1986". 
Cara de menino mal. Será ou só zueira?
E em fevereiro de 1979 foi encontrado morto na casa de sua mãe vítima de uma overdose de heroína aos 21 anos apenas. Uma perda grande pra música, ele não podia ser dos melhores músicos mas tinha atitude e era um punk ele lutava por revolução e apesar de toda sua loucura até hoje é reverenciado por punk’s e amantes da música.
Já Chico Science meus amigos esse foi um dos grandes nomes da música nacional, um dos grandes compositores ele esteve de frente da última grande revolução musical brasileira que foi o Mangue Beat ritmo surgido nos anos 90 em Recife que misturava Maracatu, Rock, Punk, Hip-Hop, Funk e música eletrônica e suas letras eram direcionadas as desigualdades sociais, a cotidiano de vida, questões ecológicas, abandono dos mangues, violência e etc. A Revista Rolling Stone o colocou em 16º lugar numa lista dos 100 maiores artistas brasileiros e seus dois discos gravados com a Nação Zumbi, “Da Lama ao Caos” de 1994 ficou em 13º e “Afrociberdelia” de 1996 em 18º lugar numa lista de 100 melhores discos nacionais da mesma revista. A banda com ele a frente e todo o movimento tiveram grande repercussão nacional e internacional mas, Chico nunca esqueceu suas raízes onde brigava constantemente pela valorização da região, sua cultura, sua gente, era acima de tudo um defensor das raízes culturais não só de Pernambuco mas de todo o Nordeste. Seus admiradores iam de Gilberto Gil a Max Cavalera (Sepultura) e sua influência até hoje vive e é muito forte na região. Nação Zumbi não foi mais a mesma mas continua firme e forte na ativa sempre o lembrando, a própria filha dele participou junto com o filho do atual vocalista Jorge Du Peixe do clipe “Um Sonho” eles estão juntos de verdade mesmo e essa música é do último álbum lançado em 2014 “Nação Zumbi’ e eu falei dele na época e você pode conferir a crítica clicando aqui. 

Chico  e NZ num cenário melhor impossível.
Infelizmente em 1997 indo de Recife a Olinda sofreu um acidente depois de seu carro ter sido “trancado” e por falhas no cinto de segurança não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital, sua família foi indenizada pela montadora em R$ 10 milhões mas, não há dinheiro que pague uma perda dessas. Duas perdas, duas época distintas, dois músicos diferentes de lugares diferentes que lutavam e viviam pela música e revolução, usavam a música pra mudar, e viviam intensamente cada um valorizando seu estilo do seu jeito (vai o Sid era muito doido, rsrsrss), em tempos de música ruim não só no Brasil mas no mundo, você pode escutar a desses dois que é coisa boa e marcante, diferente e sensacional não modinhas que passam de verão em verão!




EU SOU BERGUINHO E AQUI NÃO FICA A MINHA REVOLTA!!